27.11.07

me processe se a propaganda é forçada

Em meio ao meu mar de jornais, em que eu simplesmente procuro uma propagandinha de motocicletas para fazer uma breve análise de concorrência.

Procurando imagens de motocicletas na internet para editar, colocar no site e vendê-las como semi novas.

E, por um pequeno e momentâneo bode, procuro sentido no que estou fazendo de minha vida.

26.11.07

Há dias que eu me sinto esperançoso por demais,
vontade de honrar a cada pessoa que se esforça pra fazer minha vida melhor,
e muitas vezes não recebe nada da minha parte, pois,
ou estou ocupado demais
ou estou preocupado com pessoas que não ligam
ou eu resolvo olhar para meu próprio umbigo.

Nem sei porque insisto em fazer essas supostas "declarações" aqui,
porque não consigo abandonar esse caráter confessional (perdoe-me Carla),
e por achar que o melodrama nem está combinando comigo no momento,
eu me vou...

Boa noite, aonde quer que cada um de vocês estejam

25.11.07

Arrumações parte um - Dádiva do Minuto

O que sao pés, o que são pernas?
o que são braços, os seus abraços
não me incomodam, mas me sufocam,
tiram meu ar, me deixa escapar
dessa inevitável bonança, tira a esperança
do teu rosto e disfarça a discrepância.
Não sou mais teu, nem sei se eu fui algum dia,
minha vida é só minha, assim como seus sonhos,
dispostos a transformar minha vida,
isso é BOM ou RUIM?
Ó ventura indesejada, fruto da ruptura,
do que antes me era sagrado.
Ó benção, porque parei de acreditar em ti,
será que foi tudo em vão? Ou não?
Ó crença maldita, porque por você eu caio?
Será que nada me estará predestinado?
Ó INFINITA MELANCOLIA, porque tomas o meu corpo?
Não sou teu servo, tento soltar as amarras e correntes,
seria mais coerente se o futuro não dependesse do passado.
Porque nada acontece comigo?

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Estou limpando meu armário, algum possível texto legal pode ser colocado aqui... Esse nem é nada demais, porém eu gostei.

24.11.07

o ouro tão sólido ou era uma vez um rei

Há quem se faça de forte,
uma rocha, praticamente, perante a todos os problemas que o assolam.
Ok ok, a felicidade sempre ofende
e é difícil tirar felicidade da rocha bruta.
Você pode ser duro na queda ou o ouro tão sólido,
há coisas que te derrubarão,
e aí, meu amigo,
era uma vez um rei,
em seu castelo de cartas,
em sua fortaleza inabalável que o vento derrubou.

E depois eu quem dou as más notícias...

23.11.07

De batelada...

Hoje eu fiz um roteiro para o que eu ouviria no meu caminho para o trabalho, escutei Violins ( Saltos Ornamentais... e Manicômio), Jay Vaquer (Um pouco de paz, Nera, Fomos e Num Labirinto) e cheguei ao som de Hard-Fi (The King), o que me garantiu um ânimo redrobrado para o trabalho. Vontade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, de compor, sair de lá, trabalhar, desenhar, falar sozinho (o que de fato eu fiz)...

Muitas coisas na cabeça e muita ação para influenciar os pensamentos: conversas dos companheiros de trabalho sobre sexo, cultura, sexo, personagens de histórias em quadrinhos, sexo, culinária e sexo, além disso tudo, mensagens sms que me abriam sorrisos, telefonemas que me faziam eu me sentir confiante da minha pessoa.

E ao longo de tudo, o sono que eu poderia muito bem culpar o whiskey de ontem (mas seria um pecado) nem me derrubou...

E agora estou aqui com a sensação de algo mais a fazer nesse dia que no final das contas foi bem sem graça. Aquela sensação que beira um drama existencial e que pede pra alguém salvar da frescurite aguda e do excesso de reclamação. Vou beber um vinho. Alguém está servido?

17.11.07

rumores três

Há boatos de um pobre ser que devotava todo o seu tempo a andar por entre as lápides de um cemitério observando as frases que ornamentavam o leito de morte de cada um dos que ali "repousavam".

Para ele tudo era composto por datas de nascimento e de óbito com uma frase tipo "amado marido" ou "pai devotado", as pessoas muitas vezes ficavam intrigadas com a movimentação daquele que se tornava cada vez mais uma figurinha familiar no cemitério, porém ninguém ousava interromper a aparente devoção que este senhor apresentava para as lápides enquanto fitava aquele misto de números e letras talhado em cimento.

Pois bem, em meio a sua conferência matutina pelo cemitério o pobre senhor foi surpreendido por um ataque cardíaco fulminante e este foi seu fim. O pobre diabo não tinha documentos e ninguém o conhecia, portanto, em sua lápide jazia apenas a palavra INDIGENTE de uma das formas mais cruéis a se apresentar um homem que devotou tanto de sua vida aos mortos.

14.11.07

rumores dois

Havia um homem que diziam que podia voar, não precisava ser muito incrédulo para duvidar dele, principalmente porque sempre que pediam uma demonstração o mesmo dizia que só o poderia fazer numa determinada sexta-feira ao ocaso.
A curiosidade alheia foi atiçada e muitos tomaram conhecimento desse "causo" que fora até noticiado no jornal das 19 horas em que se questionava se o homem era um profeta ou um mero louco.
O fato é que foi chegada a tal sexta-feira anunciada, parecia uma bobagem de numerologia qualquer, com um excesso do número "seis" que faria as senhoras conservadoras ficarem com medo do homem ser o filho do demônio.
Todos seguiram o homem enquanto ele caminhava em direção a um precipício. Em meio a multidão se via pessoas fazendo o sinal da cruz e vários comentários que beiravam as gracinhas e a apreensão. No que chega o momento e o local, sem nem dirigir uma palavra a multidão ávida e aprensiva, o homem pisa no nada e desaparece no precipício.
Ninguém viu mais nada, nem pra baixo e nem pra cima. Alguns ainda olham para o alto...

9.11.07

possível conversa de pescador

A insatisfação com os pequenos atos e o seu profundo descaso com o meu apreço faz com que eu me canse de esperar e pule fora do barco em movimento... Afinal de contas, não se vai longe indo a velocidade de cruzeiro e, principalmente, se você não perceber em algum momento que todo o momento em que insistiu nesse caminho, você esteve indo para trás.

Mas tudo bem, as vezes é necessário retroceder algumas casas para se sentir um gostinho de vida, para você lembrar que ainda corre sangue em suas veias e que o coração não parou de bombeá-lo em nenhum momento.

Vivo a teu lado, pois não serei tão mal de te recusar assim, como quem joga um peixe pequeno para dentro da correnteza, mas a cada dia que passa eu retomo ao rumo certo do meu barco e a tendência é aprumar.

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Led Zeppelin - Baby I'm gonna leave you e Dazed and Confused

6.11.07

sobre nada e tudo (ou sobre a falta)

E eis que o respeito é mútuo, certo!? Erradissimo...

Pequenas frivolias, tidas como importantíssimas quando citadas em algum programa qualquer da perda de tempo chamada de televisão, são pequenas frivolias e só... Não confie numa coisa chamada etiqueta, pois isso deve ser a maior balela já inventada desde os tempos da maçã do amor (que cá entre nós, é o doce mais sem graça que existe).

Se o respeito existe, deve estar bem escondido... Se ele é mútuo, eu devo ser cego. E se eu vejo motivo em dar essa declaração como se fosse de grande valia para o funcionamento do mundo, é mera falta do que fazer aliada a possibilidade de fazer algo um mol de vezes melhor e mais produtivo que é o sono.

Se o respeito não existe mais e morreu, deixem-o em paz, já que brincar com os mortos é falta de respeito.

4.11.07

ranço parte dois

Ao encontrar os amigos no dia de hoje, foi comentado sobre o último dia do ano... Aquele dia citado como o dia de fazer promessas, ou o dia do mentiroso, já que metade dessas promessas nem são cumpridas.

Mas nada aconteceu e eu que botava fé em outubro me vejo em novembro fazendo as tais promessas, me cansando de dar a cara a tapa e assim sendo, prometendo tudo de diferente para o ano vindouro.

É só uma grande besteira achar que isso tem validade, mas se não fizer isso, o que farei? Poderia dormir, mas é capaz de eu sonhar com um possível mundo novo com as tais mudanças que eu prometi fazer para o ano que vem, ou seja, voltaria à estaca zero.

O ranço ainda persiste e talvez até o mês que vem eu descubra uma forma de não cair perante a esse mal, por enquanto o que eu posso prometer é que até o ano que vem eu não reclamarei mais por aqui.