24.9.11

Revisitando o final em poucas palavras

Em meio a madrugada,
como eu gostaria de estar...
Em qualquer outro lugar, fazendo qualquer outra coisa,
vivendo uma outra vida.

Mas o que nós temos disponível para hoje é esse mesmo quarto-sala,
do tamanho de meus problemas,
do tamanho da minha indiferença,
do tamanho da minha solidão.

Não tem que ser assim, sabe?
Não pode ser assim...
Um mundo de incontáveis repetições,
a mesma fórmula maçante e já fracassada de antigamente...
As mesmas frases de efeito,
as mesmas dúvidas de me assolam,
o termina sempre nesse mesmo fim caótico.

2.9.11

Um episódio qualquer L#10


Veja só você como são as coisas?
Não sei quem começou a ignorar a quem,
o fato é que passamos de melhores amigos para pessoas que não se importam.
Não conversam porque discordam em vários pontos,
e discordam em vários pontos porque há alguma coisa entre eles que ninguém sabe o que é,
nem nós mesmos.
A cumplicidade que embalava nossos dias foi-se na mesma velocidade que começamos a conversar,
e o que era duradouro se tornou em morno,
e depois o que era morno se tornou em morto,
e o morto apenas desapareceu e nos restou como uma lembrança em algum ponto que não nos recordamos.
As vezes a vejo virar a cara quando me vê,
as vezes eu contribuo e viro a cara como se não a conhecesse,
estranho isso, não?
Como eu posso saber tanto sobre alguém e ter que fingir que nunca a vi na minha vida?