25.8.07

...você já é a voz em minha mente

"Deixa eu achar,
que eu tenho direito de te cobrar alguma coisa...
alguma satisfação
ou justificativa pra ter feito o que fez..."


O drama existencial chega ao máximo e não me resto mais dúvidas que eu preciso de uma nova vida... Nem tanto assim, eu preciso de alguém pra me preocupar. Uma namorada / esposa / "ficante"(por mais que eu odeie esse termo). Essa frase acima é uma nova música que eu faço e está falando sobre você cobrar coisas de quem não teve nada pra você... Cobrar satisfação, fidelidade ou o cassete á quatro de alguém que está tão longe de você e você o faz por comodismo, falta do que fazer, solidão, sei lá, viu...

Fiz isso ontem e fui dormir, deitei na cama e percebi como eu sou um idiota de ter feito isso... E como eu me senti mal, de qualquer forma, como se eu estivesse sendo usado ou sei lá mesmo... Putz, essa semana eu passei assim mesmo Evitei não pensar, evitei qualquer coisa que me lembrasse esse estado que me encontro, mas faltou algo, provavelmente ALGUÉM.

Enfim, foda-se... É só o que me resta dizer ou pensar mesmo.

19.8.07

Não significa nada...

Num final de semana que muitas coisas deram errado, muitos desencontros e muito, mas muito ócio, eu escrevo isso... Não sei bem porquê, já que pior dos "pseudo-escritores" de blog geralmente optam por escrever quando tem algo a dizer, ou quando não tem, escreve sobre um psicodelismo que não entendem, só por escrever e ter o prazer de se perder.

Eu tive o meu dia de ócio.. Baixei música e conversei com algumas pessoas... Lazy on a Sunny Afternoon dizia a música e eu sou obrigado a concordar, pelo menos por hoje... Nada fiz, nem repousei, inclusive.

E a minha postagem a la Seinfeld fica por aqui, já que nem foi no final do dia que esse quadro se alterou.

13.8.07

E agora?

Mais uma vivência que me leva a querer iniciar mais um daqueles projetos idiotas que nunca saem do papel, mas apesar dos pesares eu não desisto.

Sábadão eu fui pra balada, sim, uma cena que eu nem imaginava muito. Porém, lá estou eu. Pra essa ocasião eu tive que voltar a beber (uma caipirinha e meia) pra poder me jogar na pista e dançar. Enquanto as chances passaram em torno de mim e elas tinham um só nome, um só rosto e (provavelmente) um celular apenas.

Dançando e fingindo que estou muito feliz e que tudo aquilo me é muito natural, porém sem desgrudar o olho e tentando me convencer que a situação nem era propícia: "Outras pessoas precisam da sua atenção também". Sim, um acesso da versão come bola e boazinha de mim, que convém chamar de UM GRANDISSISSIMO IDIOTA.

Deu no que deu que eu tive que ir, sem nem tentar, num clima de despedidas em que tudo que passou pela cabeça para se dizer durante toda a noite veio mais uma vez na ponta da língua, mas eu me obriguei a esquecer: "Existe hora e lugar para isso", eu me policiava, embora uma sensação de que a hora passou e o lugar já fechou. E eu me perguntava: "E agora José? A noite acabou. Com ela não ficou. Você se ferrou... E agora, José?"

Cheguei em casa num misto de decadência, cansaço e cheiro de cigarro. Liguei a TV pelo barulho de fundo e sonhei com as inúmeras possibilidades não tomadas daquilo que tinha acabado de passar, sendo que após cada uma delas eu despertava, pensando que tinha que acordar cedo para trabalhar: "E agora, Gustavo?"

4.8.07

o azedume do açúcar

"Me largue aqui,
bêbado e fudido com os meus vícios.
Aqueles que você não foi capaz de converter a teu favor.
Você lutou, mas falhou ao tentar me mudar.
Você suou pra me deslocar daquele bar.
Se enganou ao pensar em me transformar."


Segue aí a tentativa de fazer um EP, o até então chamado GUERRILHA URBANA. Nem preciso dizer mais nada, do tipo de pergunta: "Do que você acha que se trata a música?". Acho que o açúcar do amor me estressou, por isso escrevo coisas mais tensas. Quem sabe me apareça alguém e faça eu redefinir essa idéia do azedume que traz o amor em excesso, por mais contraditório que pareça...

Enfim, é pra ser confuso isso tudo mesmo. Boa noite, porque esse dia em especial tem sido por anos um saco que eu espero demais. Mas demais mesmo... E o que eu espero nunca vem. Que se foda!