19.3.15

A falta de sentido está de volta



Eu sabia que voltaria... Era mera questão de tempo. Eu não consigo deixar de me mostrar presente ou ficar ausente o tempo necessário para me limpar. O problema é: quem consegue se limpar?
Eu tento demais buscar a absolvição dos meus pecados, ou pelo menos das coisas que creio que sejam pecados ou ao menos falhas graves na minha vida, mas eu não consigo me dar uma folga. Eu tento ser diferente, tento ter uma visão mais alegre e coesa de tudo, mas não consigo. Me falta a adequação de vida, aquele senso de está tudo bem, de que as coisas podem ser melhores, mas o que está acontecendo já está bom o suficiente.


Não, eu não consigo me acalmar, assim como eu já disse anteriormente que eu não devo me acalmar por pouco, mas se nunca é o bastante, como saberei o que é pouco ou não?

O senso de satisfação me falta e isso me torna insaciável...  Faz qualquer sentido?

10.4.12

Nos velhos tempos da mixtape

Era engraçado...
Sempre fazia uma mixtape para te dar de presente de aniversário,
colocava meu coração ali dentro, até passava horas selecionando música após música,
só para que você pudesse escutar e se identificar comigo...
Hoje você entra em contato comigo e fala que está na cidade por apenas um dia e quer me ver,
e o que eu faço?
Uma mixtape, como nos velhos tempos.
Não sei se te conheço o suficiente para acertar nas minhas escolhas,
mas cara, eu coloco minha alma naquilo.
Arrumo cada sequência para ficar perfeito,
até escrevo-lhe um recado agradável, como fazia antigamente.
O que acontece?
Eu te ligo e você não me atende,
não dá mais satisfações,
e sabendo que vai embora amanhã, eu não tenho mais nada a fazer,
guardo a mixtape num velho armário onde espero nunca mais lembrar do que ela representou.

Vai ver o nosso amor era uma mixtape... Veio o tempo e tornou obsoleto, sem graça e sem uso!

21.2.12

"Vamos trabalhar sem fazer alarde..."

"Quanto riso, ó quanta alegria..."
Assim como dizem que amor de verão não sobe a serra,
carnaval acaba e toda a ilusão inicial dele vai pelo ralo também,
eu era sambista, mas isso acabou na quarta-feira de cinzas,
eu era um boêmio, agora voltam-se os dias de despertador, malhação e dieta do couve-flor,
eu descansava demais, agora retornaremos a programação normal onde somos movidos pela velha e tediosa rotina onde dois e dois são quatro,
e, Jovelina Pérola Negra estava errada, pois todos os dias se zangaram e parecem chover.

5.2.12

Sobre o fim, 6 de fevereiro e nada mais

E como poderia ter sido?
Planejando um casamento, montando enxoval ou apenas comprando um apartamento juntos...
Campinas ou Sorocaba? Tanto faria... Contanto que estivéssemos juntos.
E assim se foram três anos,
em que lembranças me bombardearam constantemente,
como tudo poderia ter sido.
Como poderíamos ter-nos superado a procura do presente perfeito,
na surpresa mais impressionante,
ou no ato mais singelo.
Algumas viagens teriam se passado,
assim como algumas brigas e, com certeza, já teriamos terminado para voltar depois.

Pra falar a verdade, não penso muito nisso não...
O que eu acho engraçado é que eu não mais me lembro a data do seu aniversário,
mas eu nunca me esqueci da data do nosso fim.

28.12.11

Mantra da Maturidade

É preciso crescer para aprender a viver,
você não será uma criança para sempre,
as responsabilidades se somam
e o mundo inflaciona,
e você percebe que não dá mais para correr.

Não ve que chegou a hora de superar velhos dramas,
você não é o centro das atenções de ninguém,
perceba que ao fazer birra você faz a sua cama,
deite e chore no travesseiro se ninguém quiser o teu bem.

Supere seus velhos entraves,
desfaça-se de velhos embates por coisas pequenas,
isso não faz de você um covarde,
nem tira hombridade ou digno de pena.

É preciso crescer para começar a viver,
você não será uma criança para sempre,
o mundo ainda corre,
você envelhece,
e enquanto o mundo corre,
todos se esquecem,
de você, que se cansou de correr.

23.12.11

Todo mundo vira um escritor nesses momentos...

Em vias de fim de ano e fim do mundo,
desejo prestar meus sinceros agradecimentos a quem realmente foi importante nesse 2011.

Esse ano representou a ruptura,
o ano para se pesar o que importava e o que apenas era número,
eu fui egoista, eu entendo,
mas foi para um bem melhor,
a minha sanidade!


Pus finalmente em prática o conselho de um professor da faculdade e apliquei a teoria do MENOS É MAIS,
tive menos pessoas na minha vida porém com qualidade de vida superior.
Foram menos pessoas que eu me apaixonei: apenas uma
Foram poucas pessoas com quem me relacionei mais a sério: apenas duas.
Foram um bocado de pessoas conhecidas, mas algumas valeram mais a pena que outras, e isso eu AGRADEÇO absurdamente.

E no fim, talvez tenha crescido,
amadurecido ou algo que o valha,
talvez com o tempo eu deixe de me importar com frivolidades e seja um ser humano evoluído.

Só tenho uma certeza nesse momento,
o TALVEZ ainda fará parte da minha vida!

E feliz natal!

24.9.11

Revisitando o final em poucas palavras

Em meio a madrugada,
como eu gostaria de estar...
Em qualquer outro lugar, fazendo qualquer outra coisa,
vivendo uma outra vida.

Mas o que nós temos disponível para hoje é esse mesmo quarto-sala,
do tamanho de meus problemas,
do tamanho da minha indiferença,
do tamanho da minha solidão.

Não tem que ser assim, sabe?
Não pode ser assim...
Um mundo de incontáveis repetições,
a mesma fórmula maçante e já fracassada de antigamente...
As mesmas frases de efeito,
as mesmas dúvidas de me assolam,
o termina sempre nesse mesmo fim caótico.