27.5.11

Calmaria, solidão

Submerso em meio a problemas tudo vem a tona, menos eu...
Eu continuo lá, preso e me debatendo, buscando a solução
tentando me livrar dos tentáculos que parecem querer me puxar mais para o fundo...
Eu luto e me livro deles um por um, estendo a mão até uma boia e chego ao topo, onde posso respirar em paz, mas sempre um deles volta a me puxar e parece que será o fim mais uma vez,
fico cego por alguns momentos, não vejo mais o que está na minha frente, o que aumenta o desespero.
Pressinto coisas piores a me rodear, talvez maiores a me espreitar,
e eu ainda tentando me livrar daquilo que me amarra em meio a esse oceano de confusão e silêncio, quebrado apenas pelo que parece ser vozes de pessoas vagamente conhecidas.

Eu vejo várias mãos se estendendo para mim,
eu as agarro como que fosse o último suspiro de vida, mas não consigo me desvencilhar do que me prende...
E assim num último lampejo de vida eu me dou conta: Só eu posso me livrar do que me segura aqui e seguir para águas mais calmas.
Num esforço sobre-humano em que muitas vezes pensei que não ia mais aguentar e pereceria, eu consigo me livrar e começo a trilhar para novas águas... Águas menos bravas onde a calmaria reina absoluta.

citação obrigatória #34

"No fundo traço os planos mais mirabolantes,
as formas mais românticas, apenas como justificativa para poder pensar um pouco mais em você!"

25.5.11

CONVERSA COM ALGUÉM MAIOR PT. 1

FORAM TANTAS AS VEZES QUE COMETI OS MESMOS PECADOS,
MAIS DE MIL ME ARREPENDI E OUTRAS MIL FUI ACOBERTADO,
TENTEI VER UMA OUTRA COISA,
MAQUEEI O QUE ERA CLARO,
DISFARCEI O QUE ERA IMPOSSÍVEL
E ASSIM QUE FUI JULGADO...
CULPADO DE MEUS ATOS, AGORA ASSUMO,
PEÇO PERDÃO, AGORA SINCERO (TALVEZ?),
EU ME RENDO E AGORA ME ENTREGO,
O QUE MAIS ME METE MEDO É O JULGAMENTO ETERNO...

23.5.11

14.5.11

...

É apenas engraçado os bastidores do amor,
eu não vou deixar isso prejudicar minha auto estima...

13.5.11

Todo esse amor (Inexplicável)

Vá... E não volta mais,
não me importa, vá...
Eu não preciso de você aqui.
Trazendo os meus pesadelos,
numa bagagem só de ida,
a minha vida não é você quem faz.
Odeio que me digam o que fazer,
não sei se alguém te disse,
não sou seu, não sou você...

Não clamarei teu nome,
como uma força absoluta,
dessa luta agora quero paz.
Por isso, caia em si
que eu não preciso mais de você aqui
trazendo dores de cabeça... Por favor me esqueça.

Agora, caia em si
que hoje eu aprendi a fingir
e eu disfarço muito bem.
Me diga, por favor,
que vai levar embora todo esse amor
para bem longe e para sempre.
É inexplicável que eu te ame e me odeie...

9.5.11

COMO UM MALDITO CACHORRO CORRENDO ATRÁS DO PRÓPRIO RABO...

"Eu passo horas tramando,
arquiteto planos para te alcançar.
Mesmo quando consigo,
nunca é o bastante para te agradar.

Faço o que eu posso,
aparentemente tudo o que eu posso nunca é o bastante.
O que eu tanto quero
que o quero possa ser melhor que antes..."

Mas o que eu quero afinal?
E o que eu consigo passando horas me desdobrando pra conseguir um breve olhar,
o que mais devo fazer?
Para onde devo ir?
Indecisões da vida movimentam a vida...

1.5.11

PÓS-REVEILLON

Promessas de ano novo são sempre premissas do que não se fará,
"perder peso, trocar de emprego, arranjar um namoro..."
e ano pós ano, tudo que se faz é agir conforme o vento te leva,
geralmente de forma abrupta de modo que você nem consegue pensar e é levado pela corrente.

Esse ano propus algo diferente,
uma abordagem diferente, talvez mais interessante,
em que as mesmas promessas são mantidas, porém meses após o reveillon,
acho que assim a cobrança será menor,
e talvez o resultado mais eficaz...


"E se funcionar, se eu for capaz de mudar,
girar e inverter, me achar e me perder,
voltar ao lugar de onde nunca deveria ter saido,
e se eu pensar em desintoxicar para reintoxicar,
talvez fosse melhor eu nunca ter me perdido"