27.5.11

Calmaria, solidão

Submerso em meio a problemas tudo vem a tona, menos eu...
Eu continuo lá, preso e me debatendo, buscando a solução
tentando me livrar dos tentáculos que parecem querer me puxar mais para o fundo...
Eu luto e me livro deles um por um, estendo a mão até uma boia e chego ao topo, onde posso respirar em paz, mas sempre um deles volta a me puxar e parece que será o fim mais uma vez,
fico cego por alguns momentos, não vejo mais o que está na minha frente, o que aumenta o desespero.
Pressinto coisas piores a me rodear, talvez maiores a me espreitar,
e eu ainda tentando me livrar daquilo que me amarra em meio a esse oceano de confusão e silêncio, quebrado apenas pelo que parece ser vozes de pessoas vagamente conhecidas.

Eu vejo várias mãos se estendendo para mim,
eu as agarro como que fosse o último suspiro de vida, mas não consigo me desvencilhar do que me prende...
E assim num último lampejo de vida eu me dou conta: Só eu posso me livrar do que me segura aqui e seguir para águas mais calmas.
Num esforço sobre-humano em que muitas vezes pensei que não ia mais aguentar e pereceria, eu consigo me livrar e começo a trilhar para novas águas... Águas menos bravas onde a calmaria reina absoluta.

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