31.1.08

Terremotos em grande escala (ou coisa parecida)

Ainda em tempo,
nenhum abalo sísmico é forte o bastante para me derrubar...
Nem a notícia de que você quer conversar,
falar sobre as tolices de sempre,
colocar os pingos nos is,
e com a mesma tenacidade,
fingir que nada aconteceu depois,
que nunca disse o que propôs,
e eu sou o idiota que você nunca quis...

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2008 não tem sido um bom ano para eu compor, tudo tem saído tosco. Talvez eu precise de novas inspirações. Boa sorte na busca, eu mesmo!

23.1.08

a hora do encontro é também despedida

Se eu parar para pensar nesse clima de despedida que permeia minha vida atualmente,
esses quatro anos em um mesmo ambiente,
rindo um bocado, ficando puto outro bocado,
pensar que não pegarei o velho 1.71 (antes conhecido como 3.85) toda manhã
e não voltarei andando naquele velho caminho,
caminho este que já foi tema desse espaço...
Que não encontrarei aquelas mesmas pessoinhas vivendo suas vidas,
naquele contínuo dejá vù,
já tenho motivos para dar um sorriso de meia-boca e cantar:
"Say you, say me"

*
Por incrível que pareça, eu não estava (mais) ouvindo Say you, Say me do Lionel Ritchie, mas sim Paul Weller, com All Along the Watchtower.

20.1.08

Graça

Fins de semana como esse são raros...
Admito que os prefiro.
Aquela coisa totalmente atribulada, sabe? Sem tempo de respirar.
Sai de compras para agradecimentos para churrasco a encontro com amiga de longa data pra churrasco pra dor de cabeça com noite mal dormida para trabalho para ensaio da minha banda para ensaio da banda de amigos e para o atual momento.
Sem momentos precisos para se fazer longas reflexões,
ou pensamentos desnecessários,
como diz a sabedoria popular:
cabeça vazia é casa do diabo,
embora nem sei se deva dar mérito a essa coisa de demônios,
mas também sei que nesse caso é só pra tomar como sinônimo de pensamentos desnecessários e nocivos.
(Perdi minha linha de raciocínio)
Devidamente perdido em minha lógica atual, percebo que me encontro dando explicações desnecessárias,
ao som de Lilac Wine com Jeff Buckley eu me despeço, na impressão de que será uma ótima semana.

19.1.08

Cara Andressa,

Fugindo um pouco do tema do espaço aqui (tem tema isso aqui?),
mas só para responder, já que sim, eu fui a tua busca e não encontrei lugar nenhum em que pudesse te falar alguma coisa.

Nem acho insano ou inconveniente, a palavra seria inusitado,
mas poxa, achei legal, de verdade, inesperado também.

O principal motivo de eu estar escrevendo aqui é um apelo para que mantenha o contato, seja através do seu vindouro blog ou por sinal de fumaça. Tenho o palpite que gostarei das coisas que eu encontrarei por lá. E se eu te servi como inspiração, poxa, fico feliz, nessa espécie de final de noite de sábado, eu tenho que te agradecer um bocado por essas palavras, já que isso até me deixou mais feliz.

Boa sorte nas resoluções, minha cara.

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Voltamos a nossa programação normal.

18.1.08

Você só me liga quan... Foxey Lady

Eu ia postar alguma coisa relacionada a título da música do Evanescence, Call me when you're sober e como essa se tornou minha realidade uns tempos atrás, mas de ficar vendo vídeos do ZZTop no Youtube, eu estendo meu dedo do meio em riste e mando tudo pra PQP.

17.1.08

E ele estava certo...

De qualquer forma o vento sopra

16.1.08

A gente desiste algumas vezes

Não se trata mais de rumores,
se trata de predisposições... Ou pessoas falando na sua cabeça o que você deve sentir.
Descobri isso recentemente,
não estava pensando em nada agora
exceto em ter que trabalhar logo mais, porém essa vontade de escrever aqui não me largava)
daí um ser gritando mais freneticamente ainda em meu ouvido
" você poderia ser a número um"
me remete a pensamentos que eu estaria melhor sem.

E agora, no conforto de casa,
sem andanças ou o álcool para me mover,
eu começo a perceber que não é nada do que eu acabei de dizer,
e que o melhor a fazer é dormir,
e que talvez a melhor coisa era ter resistido a vontade e nem ter escrito isso.

Se algo me fizer sentido amanhã, eu deixo aqui. Senão, apago,
o mundo não sofrerá maiores mudanças por conta dos lixos que aqui grito.

13.1.08

Squalor Victoria

Numa chuva que mal molha você sai transtornado da casa de alguém, para numa padaria e pede um salgado, mal sente o gosto, mas você percebe que está brigando com o sachê de maionese.

Ao sair e voltar para a garoa que mais irrita do que te deixa resfriado, e você percebe que está trajando aquela roupa que você tanto gosta, aquela mesmo que você acha que te faz parecer um britânico e um pouco mais digno... A hora é por volta das 21horas, 21 e 30, enfim, é sábado e você anda a passos largos pra chegar ao seu destino.

Qual é o destino, afinal? No momento é a sua casa, mas a forma de chegar até lá ainda é uma névoa em teus pensamentos. Pensamentos estes embalados por um cara gritando frases do tipo "é tempo para a gente fazer as mudanças" e "que belissima caricatura de intimidade", frases essas que, cá entre nós, faziam muito sentido no que tinha sido deixado para trás, uma quadra antes do salgado.

A cada passada, cada pensamento se misturou em sua cabeça, de modo que você ficou um tanto surpreso quando se viu num ônibus, aparentemente são e salvo, a caminho de sua casa. Num momento em que a voz na sua cabeça já parecia mais otimista e cantava de forma animada "Seus olhos são do tamanho da lua", seguida de um pequeno e idiota sorriso amarelo.

Você não tem com que se preocupar

Nós continuamos os mesmos...
Os mesmos defeitos,
as mesmas qualidades
e a mesma fome.

Eu sei que basicamente foi reciclado esse texto,
mas eu quis dizer isso...
E hoje seria o dia que eu poderia desacreditar em tudo,
muita coisa deu errado,
mas enfim,
está tudo OK no final.

6.1.08

e assim será...

Tenho que me desvencilhar dos atrasos de vida de 2007...
Tive as chances que eu mais queria para isso,
ouvi as palavras certas para isso acontecer,
sendo assim:
adeus ano velho.
Feliz ano novo.

Depois de voltar de uma viagem relaxante, acachapante e paudurescente,
eu me sinto no dever de mudar outros setores da minha vida também,
amanhã será um novo dia,
começará tudo de novo,
pois bem,
que o modo de enfrentar as coisas mude também,
e mudará,
tenho certeza,
e pode parecer a mesma frescura de sempre...
não deixa de estar errado,
foda-se.
Vai mudar e pronto.

2.1.08

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Tchau! Estou viajando... Volto segunda-feira.