13.1.08

Squalor Victoria

Numa chuva que mal molha você sai transtornado da casa de alguém, para numa padaria e pede um salgado, mal sente o gosto, mas você percebe que está brigando com o sachê de maionese.

Ao sair e voltar para a garoa que mais irrita do que te deixa resfriado, e você percebe que está trajando aquela roupa que você tanto gosta, aquela mesmo que você acha que te faz parecer um britânico e um pouco mais digno... A hora é por volta das 21horas, 21 e 30, enfim, é sábado e você anda a passos largos pra chegar ao seu destino.

Qual é o destino, afinal? No momento é a sua casa, mas a forma de chegar até lá ainda é uma névoa em teus pensamentos. Pensamentos estes embalados por um cara gritando frases do tipo "é tempo para a gente fazer as mudanças" e "que belissima caricatura de intimidade", frases essas que, cá entre nós, faziam muito sentido no que tinha sido deixado para trás, uma quadra antes do salgado.

A cada passada, cada pensamento se misturou em sua cabeça, de modo que você ficou um tanto surpreso quando se viu num ônibus, aparentemente são e salvo, a caminho de sua casa. Num momento em que a voz na sua cabeça já parecia mais otimista e cantava de forma animada "Seus olhos são do tamanho da lua", seguida de um pequeno e idiota sorriso amarelo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Se não fosse eu vc não teria noção nem do tempo.... pois estava DOMINGO mas era SABADO! =p

(PESSOA SECRETA)