3.8.11

O lento processo de se deixar para lá

Entenda, isso já durou mais do que precisava...
eu já me expus demais e isso é mais do que intencionava,
agora não há o que ver por aqui,
o circo se foi e eu morri pra você.
Eu devia ter feito isso muito antes,
mas eramos todos tão tolos e falsos infantes,
agindo como pequenos reis,
na ansia de ser um alguém.

E agora que paro e decido deixá-lo ir,
deixá-lo ser,
deixá-lo se perder no seu próprio caminho.
Não há mais migalhas de pão,
nem poemas e nem oração pra poder voltar sozinho.

Perceba, levou mais tempo que necessário,
não há elementos para se culpar, ninguém pra chamar de otário,
por isso cuida de si,
que se eu sumi foi por bem.
E se em algum momento lembrar de mim,
que fique só nisso e não venha aqui,
não suporto atos desesperados,
seja rejeitado e aprenda a sorrir no fim.
(como eu fiz)

E agora que paro e decido deixá-lo ir,
deixá-lo ser,
deixá-lo se perder no seu próprio caminho.
Não há mais migalhas de pão,
nem poemas e nem oração pra poder voltar sozinho.
E agora me levanto e decido deixar-me seguir,
deixar-me superar,
deixar-me trilhar o meu próprio caminho,
não há mais incertezas no céu,
mas há breu e fel para enfrentar sozinho.


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